Escrito pela mão invisível de Bruno Alves. Comentários e opinião: alves.bm@netcabo.pt

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junho 30, 2010

No Leitor de DVD

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Posted by Bruno at 10:08 PM

junho 28, 2010

Mais Ou Menos De Regresso

Ainda a pôr as leituras (e o sono) em dia.

Posted by Bruno at 10:49 PM

junho 24, 2010

Nos Próximos Dias Estarei Por Aqui

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O que quer dizer que o blog estará (ainda mais) parado. Espero que, quando voltar, o país ainda exista.

Posted by Bruno at 11:54 AM

junho 22, 2010

HBO And Pixar Present The Wire

Posted by Bruno at 06:14 PM

junho 21, 2010

O Meu Estado Nos Últimos Dias

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Com a cabeça quase, quase a rebentar.

Posted by Bruno at 10:02 PM

junho 18, 2010

"Habituem-se"

A comissão de inquérito ao "Negócio PT/TVI" chegou à conclusão de que o Primeiro-Ministro tinha conhecimento do negócio, e portanto, mentiu ao parlamento. Após alguma hesitação, o PSD decidiu aprovar o relatório da comissão que chegava a esta conclusão. No entanto, Pedro Passos Coelho considerou que essas conclusões não justificavam uma moção de censura ao Governo. Ou seja, Pedro Passos Coelho acha que a interferência estatal numa estação privada de televisão e a mentira ao parlamento sobre o assunto não justificam uma moção de censura. Fica assim bastante claro qual o padrão de conduta pelo qual Passos Coelho se regerá se e quando chegar ao poder.

Posted by Bruno at 09:59 PM

junho 16, 2010

A Ver

Christopher Hitchens fala sobre o seu livro de memórias.

Posted by Bruno at 10:03 PM

junho 15, 2010

Leituras Sobre o Mundial

Para quem queira ler algo sobre o Mundial de Futebol que tenha sido escrito com o uso do cérebro, as colunas de Jonathan Wilson no site da Sports Illustrated são uma boa escolha. Wilson é o autor do (excelente) livro Inverting The Pyramid, e da coluna (já várias vezes aqui recomendada) The Question, e o que escreve é do melhor que se pode ler sobre o aspecto táctico do futebol. Ainda por cima, Wilson é (tal como eu) um apreciador da "strikerless formation" (um esquema cuja invenção Wilson atribui a Carlos Queiroz e que, curiosamente, só muito raramente tem sido usada pelo seleccionador nacional na equipa portuguesa), e, como se pode perceber pelos artigos sobre a Inglaterra ou a Espanha, é alguém capaz de pensar acerca do que está a ver (em vez de reproduzir os lugares comuns que toda a gente repete), o que é raro quando o tema é futebol.

Posted by Bruno at 10:08 PM

junho 14, 2010

Afeganistão

No Cachimbo de Magritte, através do Nuno Gouveia, dou com a notícia de que no Afeganistão foi descoberta "uma vasta riqueza mineral". O Nuno escreve que esta "pode ser uma saída para a depauperada economia afegã, dilacerada por mais de 30 anos de guerras". O mais provável (infelizmente) é que não seja. Como nota Ross Douthat, normalmente a combinação de vastas riquezas naturais com governos corruptos não dá propriamente grandes resultados. Longe de ser um instrumento para nos ajudar a resolver o problema que o Afeganistão tem sido, esta nova "riqueza" afegã poderá "ajudar", isso, a torná-lo ainda mais complicado.

Posted by Bruno at 07:00 PM

junho 11, 2010

O Meu Entretenimento Para Os Próximos Tempos

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Posted by Bruno at 09:44 PM

A Caminho Cá de Casa

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Posted by Bruno at 09:41 PM

junho 08, 2010

A Ler

Agora que o Mundial de futebol está prestes a começar, vale a pena ler o excelente artigo de Michael Sokolove na New York Times Magazine, acerca das escolas de formação do Ajax.

Posted by Bruno at 09:59 PM

junho 06, 2010

Dia D

Posted by Bruno at 10:05 PM

junho 04, 2010

O Problema de Cavaco

Como o país não tem problemas sérios com que se preocupar (o Primeiro-Ministro, esse símbolo da honestidade e franqueza, garante que Portugal está melhor preparado que qualquer outro para enfrentar a crise, e a sua palavra, claro, é o suficiente para acreditar que é verdade), a "inteligência" pátria dedica-se com particular sofreguidão a discutir as presidenciais. À "esquerda", a novela em torno de Alegre, as birras de Soares, e as intenções mais ou menos escondidas de Sócrates têm animado os espíritos dos jornalistas, sempre arrebatados por este género de folhetins. Não querendo ficar para trás, a "direita" tratou de arranjar a sua própria polémica.

Tudo começou quando o Presidente decidiu não vetar a nova lei do "casamento gay", ao mesmo tempo que anunciava não concordar com a lei. Os católicos logo se sentiram traídos pelo Presidente e, sentindo o cheiro a sangue, o dr. Santana Lopes regressou das catacumbas onde pacificamente jazia para dizer que seria necessário haver uma "alternativa" a Cavaco (o próprio "Pedro", presume-se, estará disposto a fazer o sacríficio). E até o dr. Paulo Portas, sempre desejoso de se armar em "maquiavélico", veio dizer que gostaria de apoiar Bagão Félix (para quem não conheça, um senhor que se destaca por ser adepto do Benfica). Incomodado (compreensivelmente) pelo espectáculo, Marques Mendes veio dizer que as declarações destes dois rapazes não passavam de disparates.

Marques Mendes, em parte, tem razão. Mas não por, como o ex-líder laranja pretende, Cavaco merecer ser defendido. Apenas porque criticar Cavaco Silva por causa do "casamento gay" mostra bem a falta de consciência da grave situação política que o país enfrenta e das responsabilidades de Cavaco Silva no agravamento da dita.

Nos últimos anos, a democracia portuguesa transformou-se num autêntico lamaçal. O uso despudorado da mentira por parte do Governo, a constante quebra de promessas eleitorais, a gestão irresponsável da coisa pública, os sucessivos casos em que a excelsa figura do Primeiro-Ministro se viu envolvida, tudo foi contribuindo para o aumento da desconfiança (para não dizer do nojo) que os portugueses sentem em relação, não apenas ao Governo, mas a todos os políticos. E a tudo isto o senhor Presidente da República foi assistindo, quase impávido e sereno, alertando por vezes contra este ou aquele excesso, mas sempre vindo dar a mão ao Governo quando este precisava, com medo que a "instabilidade" agravasse a situação.

Cavaco Silva não percebeu que a "estabilidade" deste Governo é a doença de que Portugal padece. Não percebeu que deixar as coisas continuarem como normalmente significa deixar o país apodrecer ainda mais. Como os leitores mais antigos e mais atentos saberão, sou tudo menos um defensor de um "presidencialismo", e acho que o cargo de Presidente, pela sua natureza, dificilmente pode ser mais que irrelevante ou nocivo para o país. Mas, dada a situação do país, acho também que já há muito Cavaco deveria ter demitido o Governo, explicando que por muitos riscos que uma tal opção implique, o Presidente não poderia assistir passivamente a comportamentos que degradam a nossa democracia, e consequentemente, tornam cada vez mais difícil a realização das reformas de que o país precisa para sair do poço em que caíu.

Cavaco não o fez. Se o caso do "casamento gay" importa para alguma coisa, é apenas por mostrar que o próprio Cavaco reconhece a sua própria impotência para zelar por aquilo que considera importante. A "direita", quer por estar genuinamente preocupada com as consequências da lei (os católicos) ou por se excitar com a oportunidade de armar confusão (Santana, Portas e os demais), apenas mostra a sua reconhecida estupidez, ao não perceber que o erro de Cavaco está em ter presidido à degradação do clima político de Portugal. Este sim, é o verdadeiro problema de Cavaco. E do país.

Posted by Bruno at 05:01 PM

junho 03, 2010

No Leitor de DVD

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Posted by Bruno at 10:30 PM

junho 01, 2010

"No, We Can't"

No New York Times, David Brooks vê no desastre ambiental do Golfo do México um símbolo do período de paralisia e ineficácia que afecta (e, segundo ele, afectará) a presidência Obama. Como diz Brooks, "President Obama swept into office having aroused the messianic hopes of his supporters. For the past 16 months he has been on nearly permanent offense, instigating action with the stimulus bill, Afghan policy, health care reform and the nearly complete financial reform. Whether you approve or not, this has been an era of bold movement. But now the troops are exhausted, the country is anxious, the money is spent and the Democratic majorities are teetering. The remaining pieces of legislation, on immigration and energy, are going nowhere. (The decision to do health care before energy is now looking extremely unfortunate). Meanwhile, the biggest problems are intractable. There’s no sign we will be successful in preventing a nuclear Iran. Especially after Monday’s events, there’s no chance of creating a breakthrough in the Arab-Israeli dispute. Unemployment will not be coming down soon. The long-term fiscal crisis won’t be addressed soon either. In other words, if the theme of the past 16 months was large change, the theme of the next period will be gridlock and government’s apparent impotence in the face of growing problems."

Mas, mais interessante que o retrato dessa paralisia de Obama, é a análise que Brooks faz das razões pelas quais a presidência Obama parece ir ficar condenada ao fracasso. Para Brooks, Obama fracassará pela simples razão de que ninguém é capaz de corresponder às expectativas que ele criou. E a razão pela qual tal acontece deve-se à atitude do eleitorado perante a política: "the plume exposes the country’s core confusion about the role of government. When this country was born, the founders laid down strict roles for the federal government and the president. But over the years, the roles of government and the presidency have expanded. As a matter of conviction, the country is deeply uncomfortable with these expansions. Operationally, on the other hand, the country has become accustomed to the new programs and to the new presidential role. In times of crisis, you get a public reaction that is incoherence on stilts. On the one hand, most people know that the government is not in the oil business. They don’t want it in the oil business. They know there is nothing a man in Washington can do to plug a hole a mile down in the gulf. On the other hand, they demand that the president “take control.” They demand that he hold press conferences, show leadership, announce that the buck stops here and do something. They want him to emote and perform the proper theatrical gestures so they can see their emotions enacted on the public stage. They want to hold him responsible for things they know he doesn’t control. Their reaction is a mixture of disgust, anger, longing and need. It may not make sense. But it doesn’t make sense that the country wants spending cuts and doesn’t want cuts, wants change and doesn’t want change."

Brooks percebe como o eleitorado tem uma atitude quase disfuncional para com a política e os responsáveis políticos, uma atitude que condena os políticos a provocarem um permanente descontentamento nos eleitores, descontentamento esse que dificulta a capacidade de acção dos políticos, dessa forma deixando que os problemas que afectam a vida dos cidadãos se agravem, aumentando ainda mais o seu descontentamento, num ciclo vicioso do qual é difícil sair. E (uma lição que todos os deslumbrados com Obama fariam bem em compreender), não será a dizer às pessoas que "yes, we can" que isso se consegue.

Posted by Bruno at 10:21 PM