Escrito pela mão invisível de Bruno Alves. Comentários e opinião: alves.bm@netcabo.pt

« outubro 2008 | Main | dezembro 2008 »

novembro 30, 2008

No Fora.tv

Sudhir Venkatesh fala sobre os anos que passou a estudar a organização e o dia-a-dia de um grupo de traficantes de droga de Chicago no qual se infiltrou.

Posted by Bruno at 09:08 PM

novembro 29, 2008

A Força do PC

A cobertura televisiva do Congresso do PCP evidencia o enorme desprezo com que os jornalistas olham para os comunistas. Quem tenha visto o Telejornal da RTP facilmente notou o tom quase trocista com que as declarações de militantes comunistas foram tratados, e a forma como eles são geralmente apresentados pelos jornalistas como pessoas "ultrapassadas pelo tempo". É verdade que as ideias do PCP são aberrantes, e as simpatias por regimes como o cubano não podem deixar de incomodar uma pessoa minimamente sensata. Mas a incapacidade dos jornalistas para levarem a sério o PCP e os seus militantes faz com que não compreendam a "força" que o PCP ainda tem, e como nas próximas eleições poderá vir a ter (infelizmente) um grande resultado. Pois por muito "ultrapassadas" que estejam as suas ideias, ainda há por aí muito boa gente a partilhá-las. E numa conjuntura de crise económica, com um ódio generalizado (e cada vez mais alargado) aos "políticos", a forma como Jerónimo de Sousa se refere às dificuldades concretas de certas camadas da sociedade portuguesa (enquanto Sócrates, por exemplo, insiste nas suas sessões de venda do "Magalhães", ou enaltece o seu "reformismo" fingindo não perceber que ele não conduziu a nada), ao mesmo tempo que transmite a ideia de que acredita realmente naquilo que diz (quando a generalidade dos políticos é vista como dizendo o que for preciso para "chegar ao poleiro"), conquistará certamente muita simpatia junto de pessoas que, em condições normais, ou votaria no PS ou nem sequer sairia de casa. O desprezo pelo PCP apenas leva a não se perceber como Jerónimo de Sousa é eficaz na transmissão da sua mensagem ao eleitorado, e como o PCP irá lucrar com isso nas próximas eleições.

Posted by Bruno at 10:45 PM

novembro 27, 2008

Uma Oportunidade (publicado no Insurgente)

O PSD apresentou hoje o site do Instituto Sá Carneiro. Se for bem usado, ele poderá representar uma excelente oportunidade para o partido laranja divulgar as suas ideias. Hoje em dia, os políticos vivem num ambiente mediático que vive exclusivamente do soundbyte, sendo muito pouco convidativo à argumentação séria e à análise ponderada de propostas. Mais grave ainda, os políticos têm de viver nesse ambiente mediático, pois fora dele não existem. O problema está em que as reformas de que o país necessita, por implicarem uma alteração profunda do estado de coisas, precisam de ser muito bem explicadas a um eleitorado que estará pouco receptivo a perder o pouco que já tem. Assim, o que o político tem de fazer para ter sucesso eleitoral (dominar a agenda mediática) é o que faz com que tenha pouco sucesso como reformador (pois, ao limitar-se ao soundbyte, não consegue convencer o eleitorado da real necessidade dos sacrifícios, e enfrenta a mais forte oposição mesmo nas mais fracas "reformas").

A única forma de um político ou de um partido escaparem a este ciclo vicioso de degradação do debate democrático é "passar por cima" do ambiente mediático que os aprisiona. E a melhor forma de o fazer hoje em dia, será através dos blogs: A população de leitores de blogs pode ser limitada, mas o que hoje é dito nos blogs chega rapidamente aos jornais, rádios e televisões. Com este site, o Instituto Sá Carneiro (e por associação, o PSD) terá a oportunidade de o fazer: se não se limitar a estar aberto a umas simples "sugestões" que os visitantes deixem nas caixas de comentários, mas se efectivamente se dirigir aos blogues, pedindo-lhes comentários (favoráveis ou críticos), e se efectivamente entrar em diálogo com eles (procurando responder a esses comentários, enviando-lhes as propostas que vier a apresentar, ou os vídeos das pessoas que nele colaborem), poderá encontrar uma série de gente que estará bem mais disposta a discutir as suas propostas com base no que elas de facto contêm, pessoas que estarão realmente interessadas em discutir se determinada proposta terá bons ou maus resultados, e não apenas se o político A ou B "passa melhor" em televisão, ou se "está silencioso" ou comete "gaffes". Dará trabalho e implicará uma enorme resistência à crítica, mas se o PSD e o Instituto querem que este sirva como uma plataforma de discussão política eficaz, será a única maneira de o conseguirem.

Posted by Bruno at 10:29 PM

novembro 26, 2008

O "Caso" Sá Fernandes e o PS

Vitalino Canas, porta-voz do PS, veio hoje criticar o Bloco de Esquerda pela "purga anti-democrática" a José Sá Fernandes, vereador em Lisboa apoiado pelo BE nas últimas eleições, e a quem o BE retirou o seu apoio. Não sei se as subtilezas do caso são demasiado complexas para a pobre cabecinha do deputado, ou se a falta de escrúpulos leva a que tudo seja ignorado para atacar os adversários (um método a que o próprio Bloco recorre abundantemente, diga-se de passagem). Mas, na realidade, a ruptura entre o BE e Sá Fernandes tem muito pouco de "purga": Sá Fernandes não é membro do Bloco de Esquerda, e portanto, não está a ser "expulso" nem "perseguido". Apenas está a ver o apoio de um partido desaparecer. O que o Bloco de Esquerda está a fazer é mais ou menos o mesmo que faz qualquer eleitor que, de uma eleição para a outra, muda de orientação de voto. O BE "votou" em Sá Fernandes, e agora está desgostoso, e por isso, anuncia que não irá repetir o dito "voto".

Mas não é apenas por uma razão de rigor que Vitalino Canas deveria ter mais cuidado em acusar o BE de promover uma "purga", mas também porque o feitiço se pode vir a virar contra o feiticeiro. A ruptura entre o Be e Sá Fernandes era prevísivel, desde que este se coliga a António Costa. Onde todos viram um "ensaio" para uma coligação nacional PS/Be, era fácil de perceber que mais não existia que uma coligação Costa/"Zé", feita à revelia dos partidos em cujas listas haviam sido eleitos, e contra os seus interesses. Mais tarde ou mais cedo, o BE, receoso de ser visto como tendo-se "aburguesado", teria de romper com Sá Fernandes.

Ora, o perigo para o PS está na outra cabeça da dita coligação, António Costa: com uma agenda própria de promoção pessoal, Costa não terá grandes problemas em sacrificar o PS para "subir" (resta saber para onde). A coligação Costa/"Zé" mostra isso mesmo: procurando isolar o PCP e Roseta, responsabilizando-os por não permitirem a aplicação de um "programa de esquerda" sempre que bloquearem as suas propostas, não hesitou em correr o risco das pessoas pensarem (como pensaram) que tudo não passava de um ensaio para uma coligação nacional, um cenário que levaria muito bom eleitor "centrista" a pensar duas vezes antes de pôr a cruzinha no quadrado do PS. E no dia em que o PS achar que António Costa estará a ir longe de mais, o conflito será inevitável. E aí, as palavras de Vitalino Canas queimarão apenas quem as proferiu.

Posted by Bruno at 05:08 PM

novembro 25, 2008

Empobrecimento

Há pouco, no telejornal da SIC, foi dito (muito para o fim, e muito de passagem) que "a geração dos 30 anos" (o que quer que isso signifique) irá "perder 60% do seu rendimento na reforma". Na SIC, descobriu-se que o sistema de pensões está falido e que só poderá ser mantido à custa do brutal empobrecimento das pessoas. E mesmo assim, acho que não perceberam muito bem o que tinham acabado de dizer.

Posted by Bruno at 09:44 PM

novembro 24, 2008

Vistos

Jean de Florette.jpgManon des Sources.jpg

Posted by Bruno at 02:31 PM

novembro 23, 2008

Puxar o Tapete

É pena que, ao longo das últimas semanas, "casos" como o do BNP ou o da deturpação das palavras de Ferreira Leite tenham desviado algumas das atenções para longe do que se está a passar na educação. Pois a resistência que a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues tem enfrentado na sua tentativa de impôr um modelo de avaliação dos professores, e a necessidade que a mesma teve de recuar no modelo que apresentou, mostram bem a dificuldade de fazer reformas no sector.

É uma dificuldade que tem pouco a ver com o facto de essas reformas serem levadas a cabo em democracia: a grande maioria dos eleitores estará certamente contra "os professores que não querem ser avaliados". Essas reformas enfrentam obstáculos, não na maioria dos eleitores, mas numa minoria que se concentra no sector. Essas reformas enfrentam obstáculos, não por vivermos em democracia, mas por a educação ser estatizada: como tudo depende da 5 de Outubro, toda e qualquer mudança terá de vir da Cinco de Outubro; como tudo depende da 5 de Outubro, tudo o que se quiser fazer terá de ser feito com a aceitação dos seus dependentes, pois são eles que põem em prática as medidas. Assim, qualquer reforma é bloqueada à partida, pois os que não a querem implementar podem, pura e simplesmente, não cumprir as ordens. O Governo, aparentemente, pensou numa solução: "trucidar" quem a ele se oponha. Não se vê, no entanto, como o possa fazer sem "suspender a democracia", e depois do circo dos últimos dias, não estou a ver como Alberto Martins ou Santos Silva poderiam dar o seu apoio a semelhantes medida.

Assim, restaria apenas uma outra hipótese, bem mais simples e certamente mais eficaz que os grandes esforços burocráticos da Ministra. Se os professores e outros interesses instalados no sector da educação inviabilizam qualquer reforma que venha do Ministério, então, bastará cortar o cordão umbilical que os liga à 5 de Outubro. Se os professores e outros interesses instalados no sector bloqueiam qualquer reforma, as mudanças necessárias para que as escolas portuguesas melhorem só poderão ser introduzidas se se puxar o tapete por baixo dos pés dos que as bloqueiam: se, com uma simples alteração legislativa, o Governo alterasse o modelo de financiamento das escolas, retirando-as da dependência directa do Ministério, e fazendo o financiamento de cada escola depender directamente da escolha dos pais em lá matricularem os seus filhos, elas (e os interesses instalados no seu interior) só sobreviverão se tiverem a capacidade de atrair os pais, ou seja, se fizerem as adaptações necessárias para poderem fornecer um bom serviço (por outras palavras, darem uma boa educação aos seus alunos). Esta seria a única avaliação que os professores precisam: aquela que os pais fariam no momento de decidirem se determinada escola merece o seu dinheiro ou não.

Imagine, caro leitor, que as empresas portuguesas, em vez de contratarem os empregados que querem para as posições que querem, vissem essa função entregue ao Estado. Imagine um concurso nacional que distribuíria os empregados pelas empresas. Imagine que os serviços a serem prestados por aquelas empresas era definidos, não por elas de acordo com as condições do mercado, mas de acordo com um "Programa" definido por uns senhores num qualquer Ministério. Imagine que, em vez do seu financiamento depender daquilo que os seus potenciais clientes estiverem dispostos a gastar pelos seus serviços, este partiria do Estado, que distribuiria o dinheiro pelas várias empresas do país de acordo com sabe Deus que critérios. Imagine, caro leitor, que os clientes, em vez de escolherem livremente a empresa cujos serviços preferem, teriam de se candidatar, através do Estado, a poder usufruir dos serviços de determinada empresa. Os resultados seriam óbvios: as empresas não prosperariam, os serviços que prestassem seriam de péssima qualidade, os clientes não ficariam satisfeitos e o país seria (ainda mais) pobre. No entanto, caro leitor, é neste modelo que assenta o nosso sistema educativo. E toda uma classe política se espanta com os tristes resultados que ele dá.

A ideia de que a planificação, ineficaz na "economia", é a que melhor serve a "educação", é a última grande ilusão do "progressismo". Como todas as outras, paga-se caro. Se as escolas poderem contratar livremente os professores que quiserem, se tiverem a liberdade de estabelecer o projecto educativo que bem entenderem, se os pais tiverem a liberdade de escolher entre a oferta em competição, e se o financiamento das escolas depender dessas escolhas dos pais dos alunos, talvez a educação deixe de ser apenas uma "paixão" dos discursos dos governantes, e passe a ser algo de decente.

Posted by Bruno at 10:46 PM

novembro 22, 2008

O Primeiro?

Há pouco, na RTP, a propósito de Barack Obama ter nomeado Bill Richardson para um cargo no seu executivo, um jornalista que Richardson seria o primeiro hispânico a ocupar um alto cargo no executivo federal. Pura e simplesmente, não é verdade. George W. Bush nomeou, em 2005, Alberto Gonzales para o cargo de Attorney General, que, se não me engano, tem assento no gabinete executivo.

Posted by Bruno at 10:28 PM

novembro 21, 2008

Trazido Pelo Correio

Malcolm Gladwell Outliers

Posted by Bruno at 10:48 PM

novembro 20, 2008

A Ler

O artigo de David Brooks sobre o impacto da actual crise financeira nas nossas sociedades:

"(...)recessions are about more than material deprivation. They’re also about fear and diminished expectations. The cultural consequences of recessions are rarely uplifting.

The economic slowdown of the 1880s and 1890s produced a surge of agrarian populism and nativism, with particular hostility directed toward Catholics, Jews and blacks. The Great Depression was not only a time of F.D.R.’s optimism and escapist movies, it was also a time of apocalyptic forebodings and collectivist movements that crushed individual rights.

The recession of the 1970s produced a cynicism that has never really gone away. The share of students who admitted to cheating jumped from 34 percent in 1969 to 60 percent a decade later. More than a quarter of all employees said the goods they produced were so shoddily made that they wouldn’t buy them for themselves. As David Frum noted in his book, “How We Got Here,” job dissatisfaction in 1977 was higher than at any time in the previous quarter-century.

Recessions breed pessimism. That’s why birthrates tend to drop and suicide rates tend to rise. That’s why hemlines go down. Tamar Lewin of The New York Times reported on studies that show that the women selected to be Playboy Playmates of the Year tend to look more mature during recessions — older, heavier, more reassuring — though I have not verified this personally.

This recession will probably have its own social profile. In particular, it’s likely to produce a new social group: the formerly middle class. These are people who achieved middle-class status at the tail end of the long boom, and then lost it. To them, the gap between where they are and where they used to be will seem wide and daunting."

Posted by Bruno at 10:58 PM

novembro 19, 2008

1984

A deturpação voluntária das palavras de Manuela Ferreira Leite é o episódio mais nojento a que já assisti na política portuguesa, desde que me lembro de mim. Alberto Martins, Santos Silva, Luís Delgado e todos os jornais que fizeram manchetes com "Ferreira Leite pede suspensão da democracia" ou que abriram boletins noticiosos com a notícia "Ferreira Leite quer seis meses sem democracia" sabem muito bem que o que a líder do PSD fez foi criticar o que ela considera ser o autoritarismo do actual governo, e no entanto, não hesitaram em colar-lhe o contrário do que ela havia dito. Como nota o Miguel, o mesmo se passou com o deputado madeirense que "desfraldou uma bandeira nazi para chamar fascista ao líder da maioria e acabou ele a passar por fascista nas notícias": também Ferreira Leite foi alvo de quem ignorou que ela estava a fazer uma acusação e fingiu que ela estava a fazer uma defesa do que criticava. E como nota mais uma vez o Miguel, o que esta "banalização da falsidade" denota é o apodrecimento de debate político democrático: aparentemente, a partir de agora, o que dizemos tem o sentido contrário ao que nós lhe damos. E como no livro do outro senhor, "paz é guerra", "verdade é mentira", e pelos vistos, um ataque ao desrespeito pela democracia é fascismo. E das duas uma, ou a nojice da atitude dos Antónios Ferros do regime foi tão óbvia para todos, e a deturpação das palavras de Manuela Ferreira Leite apenas mostrará a falta de vergonha deles, ou então, eles terão conseguido acabar definitivamente com a líder do PSD. Mas com ela, acabarão também todas as possibilidades de Portugal poder ter um debate político democrático minimamente saudável.

Posted by Bruno at 10:30 PM

novembro 18, 2008

As Declarações de Ferreira Leite (publicado no Insurgente)

Anda por aí muita falta de vergonha a propósito das declarações de Manuela Ferreira Leite, em que ela (supostamente) diz "Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia". Como o Michael nota abaixo, estas declarações são obviamente feitas em tom irónico, como a audição das mesmas facilmente comprovará. Mais, a transcrição delas está mal feita: Ferreira Leite estava a dizer que não acreditava em reformas feitas "contra uma classe profissional", como, no seu entender, o actual Governo está a fazer. Assim, a frase "eu não acredito em reformas quando se está em democracia" é uma má transcrição: primeiro, quem oiça perceberá que há uma vírgula entre "reformas" e "quando", e depois é facilmente perceptível que Ferreira Leite interrompe o seu raciocínio para o tal comentário irónico, como que "entre parênteses". Assim a transcrição correcta seria: "Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia (quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia)", e de seguida Ferreira Leite retomaria o raciocínio que estava a fazer dizendo algo como "quando estas são feitas contra uma classe profissional". Não sei se o fez ou não (pode-se ter perdido enquanto falava, não sei, não estava lá), mas é fácil de perceber que era este o sentido do que queria dizer.

Tal como é fácil de perceber que, longe de ser um ataque à democracia, as palavras de Ferreira Leite são um ataque ao que ela considera ser a prática anti-democrática de Sócrates e do seu governo. Tendo isto em conta, é também fácil de perceber como as declarações de Alberto Martins, acusando Ferreira Leite de ser anti-democrata, são uma vergonhosa deturpação do que disse a líder do PSD. E a coisa não vai ficar por aqui. Nos próximos dias, os jornais darão cobertura a mais uma série de ataques a Ferreira Leite, vindos do governo ou do interior do PSD. E assim, um ataque à forma arrogante e autoritária como o Governo exerce o poder será transformado pelos Antónios Ferros do regime (aguardo particularmente o que Rui Tavares dirá sobre o assunto) numa declaração anti-democrática que queimará definitivamente Manuela Ferreira Leite. E com essa cortina de fumo, a Ministra da Educação lá ganhará a cobertura que precisa para recuar na questão da avaliação dos professores. No meio do barulho, ninguém se aperceberá que, ao mesmo tempo que dizia que "o modelo" de avaliação seria implementado, a Ministra garantia que este poderia ser "melhorado": neste momento, governo e sindicatos dizem o mesmo (vão ser feitas alterações), mas com palavras diferentes (o governo dizendo que as alterações serão "correcções" do modelo actualmente previsto, os sindicatos exigindo a suspensão do dito), para que ambas as partes possam recuar sem terem de o assumir. Pequenas subtilezas que no meio da histeria e da falta de vergonha, vão passando despercebidas.

Posted by Bruno at 10:11 PM

novembro 15, 2008

Cegueira

Ouvi há pouco Luís Costa Ribas elogiar Barack Obama, por este não ter estado presente na "Cimeira de Washington" e assim não estar comprometido com o que de lá sair, o que lhe permitiria, uma vez entrando em funções, promover uma outra agenda. Isto vindo de uma daquelas pessoas que criticaram o presidente Bush por "unilateralmente" ter desrespeitado os compromissos que Clinton teria assinado em Kyoto. O entusiasmo com Obama anda a deixar Costa Ribas ainda mais cego do que já era.

Posted by Bruno at 10:32 PM

novembro 14, 2008

Radio Days

codebase="http://activex.microsoft.com/activex/controls/mplayer/en/nsmp2inf.cab#Version=6,4,7,1112">



src="http://www.desesperadaesperanca.com/images/Ao_Fim_do_Dia_2008-11-13.mp3" name="MediaPlayer">

Caro leitor, pode ouvir aqui a minha (fraca) participação no Ao Fim do Dia de ontem, programa do Rádio Clube Português, em que fui discutir com o Bernardo Pires de Lima acerca do seu post de ontem.

Posted by Bruno at 12:15 PM

novembro 13, 2008

A Hora de Pagar o Preço

No blog da Atlântico, o Bernardo Pires de Lima escreve acerca de como Obama irá pedir aos países europeus que contribuam para um maior esforço militar no Afeganistão, e de como, caso esse pedido seja recusado, se poderá caminhar para a implosão da NATO. Está a chegar a hora dos líderes políticos europeus pagarem o preço da brincadeira que andaram a fazer nos últimos tempos: durante anos, atacaram "esse Bush" e as suas "loucuras", esperando secretamente que ele as continuasse a fazer, para que pudessem ter os seus problemas resolvidos sem custos junto de um eleitorado que pouca vontade tem de se ver envolvido em "aventuras" militares. Agora, chegou um presidente americano que, ingenuamente, acredita quando os líderes dos países europeus lhe falam em "multilateralismo" e cooperação", e que lhes vai pedir que eles ponham o dinheiro onde está a boca. E os líderes dos países europeus vão ter de escolher: ou continuam a fazer a vontade a um eleitorado que gosta muito de hospitais "gratuitos" e sistemas de pensões públicas, só possíveis porque os EUA nos pagam a defesa (por serem eles que dela se ocupam), tornando-se assim irrelevantes para o novo Presidente americano, ou acedem à vontade de Obama, e terão de explicar aos seus eleitores em que medida o "imperialismo" de Obama (o candidato do "diálogo" e da "paz") é diferente do de Bush. Durante anos, os líderes europeus tiveram o melhor de dois mundos: Bush garantia-lhes a sua defesa, e eles passavam o tempo a seduzir os eleitores atacando o "estúpido" do texano. Mas como dizia um grande filósofo, a gravidade ganha sempre.

Posted by Bruno at 03:37 PM

novembro 12, 2008

A Política da Ilusão

José Sócrates veio ontem anunciar a criação de "três novas linhas de crédito" para apoiar as pequenas e médias empresas. Nunca ocorre a nenhum Governo que o melhor apoio que se poderia dar às empresas, fossem elas pequenas, médias ou grandes, seria o Estado sair da frente. Nunca lhes ocorre diminuir o peso do Estado, para poder cortar impostos sem aumentar o défice orçamental, libertando assim riqueza das empresas para que elas a possam investir livremente. A única coisa que lhes vem à cabeça é a necessidade de as "apoiar", ou seja, de desviar dinheiro de um lado para pôr no outro. Ainda por cima, desta vez, o governo achou que "ajudar" as empresas é incentivá-las a endividarem-se ainda mais do que já estão, o que é sempre boa ideia.

Claro que o actual governo pouco ou nada se preocupa com os efeitos reais das suas políticas. A única coisa que o preocupa é que "está aí a crise", e o governo precisa de parecer que faz alguma coisa. Assim, toda e qualquer iniciativa é, para o Governo, boa, pelo simples facto de ter tido lugar. toda e qualquer medida, só por ser introduzida, e independentemente dos resultados que venha a obter, é boa, pois faz com que o governo pareça que tenha a situação sob controlo. É por isso que o Governo nacionaliza o BPN, por exemplo (quanto mais dramática for a medida, mais activo e atento parece o Governo). Mas tudo não passa de uma política de ilusão, que todos pagaremos: o Governo, com o descontentamento popular quando a ilusão se tornar clara para todos, e os cidadãos em geral, com o empobrecimento do país.

Posted by Bruno at 11:28 PM

novembro 11, 2008

À 11ª Hora, do 11º Dia, do 11º Mês

remembrance.jpeg

Posted by Bruno at 11:00 AM

novembro 10, 2008

Lido

The Ascent of Money

Posted by Bruno at 07:30 PM

novembro 09, 2008

Visto

A Prairie Home Companion.jpg

Posted by Bruno at 10:30 PM

novembro 08, 2008

Uma Presidência Obama

Obama


Detroit, outrora “sede” da vigorosa indústria automóvel americana, é hoje um símbolo daquele que será um dos grandes desafios de uma futura presidência Obama. Detroit assistiu ao começo da crise do “sub-prime”: os desempregados da cidade deixaram de poder pagar os empréstimos que haviam contraído, de tal maneira que a sobreavaliação dos bens imobiliários se tornou notória para todos, alastrando a todo o sistema financeiro. Foram esses desempregados, os “órfãos” da indústria automóvel de Detroit, das fábricas do Ohio, do porto de Baltimore, das cidades e estados americanos cujas actividades económicas tradicionais foram “vencidas” pela globalização, que Obama procurou atrair com o seu discurso proteccionista, com o sucesso que está à vista.

Resta agora ver que sucesso terá essa política, uma vez posta em prática. Que melhorias trará Obama à vida dos americanos, através do aumento dos preços dos produtos que estes quererão consumir? Que melhorias trará Obama à vida dos americanos, através da manutenção artificial de actividades económicas que oferecem um serviço menos desejado que as suas concorrentes estrangeiras? Já agora, que melhorias trará Obama, salvador do mundo, às populações de Àfrica ou da Àsia, bloqueando o acesso destas ao mercado americano, ou seja, restringindo as oportunidades de negócio e enriquecimento delas? E como irá Obama atrair para uma economia dependente do dinheiro estrangeiro (e com o bailout, ainda mais necessitada dele do que já estava) esse capital de que ela tanto necessita, com uma política proteccionista?

Claro que se pode sempre dizer que esses foram excessos de campanha, que o “realismo” e o “pragmatismo” de Obama rapidamente o farão abandonar. A conversa de um representante de Obama com um embaixador canadiano, em que foi dito a este último que Obama não iria, ao contrário do que prometera na campanha, rever o acordo do NAFTA, até parece confirmar esta ideia. Mas isto apenas significará o descrédito de Obama, e mais, o descrédito da actividade política. Se a escolha que Obama tiver de fazer, enquanto presidente, for entre as consequências de uma política errada, por um lado, e o incumprimento das suas promessas, por outro, a sua eleição, por muito importante que seja o seu significado simbólico (que é), não será uma boa notícia.

Esse dilema entre ter de escolher entre as consequências de uma política errada ou quebrar as promessas eleitorais é um bom exemplo do principal problema de Obama, que há bastante tempo identifiquei: de certa forma, ele está condenado a desiludir. Ao longo da campanha, ele foi uma espécie de Zelig: ao pé de adeptos de cortes nos impostos, um conservador fiscal, ao pé de um socialista, um redistribuidor de riqueza, ao pé de falcões um deles, junto de pacifistas um defensor do diálogo. Agora, tal como Zelig, Obama vai acabar por criar descontentes em algum lado. Ou quem acreditou na sua retórica proteccionista, ou quem achou que ela não passava de retórica; entre quem defende impostos baixos, ou quem quer redistribuição.

Veja-se o caso do Iraque: Obama prometeu a retirada imediata das tropas americanas. Depois de prometer isto nas eleições, Obama tem dois caminhos: ou cumpre, ou finge que esquece a promessa, que foi aliás cada vez menos repetida até hoje. A cumprir a promessa, conseguiria obter apenas e só um resultado: uma carnificina no Iraque. No entanto, alguns dirão, uma vez chegado à Casa Branca, o inexperiente Obama tomaria consciência das escolhas complicadas que têm de ser feitas, e perceberia que não poderia cumprir a promessa. Mas a ser assim, muito rapidamente Obama queimaria a “esperança” na sua pessoa: ao ignorar uma promessa eleitoral tão relevante como esta, Obama estaria a mostrar que, afinal, é apenas um “político” como “os outros”, preocupado em ser eleito e capaz de, “como Hillary Clinton ou Mitt Romney”, dizer o que for preciso para o conseguir. Ao esquecer essa promessa, Obama mostraria que em nada difere do establishment de Washington que tanto diz desprezar. Se a cumprir, será o responsável por uma desgraça. Faça o que fizer, a “esperança” que hoje se deposita nele será, uma vez eleito, sol de pouca dura.

Até o facto de ser alguém que nunca enfrentou a linha do seu partido, numa altura em que este sai reforçado com uma vitória estrondosa no Congresso, mas continua a ser ainda mais impopular que o presidente Bush, me faz pensar que daqui a quatro anos, Obama será odiado por muitos dos que nele depositaram tanta esperança. Mas nos últimos dias, comecei a pensar que talvez não venha a ser assim, que talvez Obama não venha a ter o mesmo destino de Carter. Não por me ter convertido ao Messias, e muito menos por achar que ele possa ultrapassar o problema que criou para si. Apenas pela simples razão de demasiada gente ter depositado tanta esperança nele: faça Obama o que fizer, muitos dos que hoje o apoiaram estarão sempre dispostos a defendê-lo, por muito que o que ele faça entre em contradição com as razões que os levaram a apoiá-lo. E não por serem especialmente hipócritas, mas apenas porque viverão em denial: o “investimento” emocional foi de tal maneira grande, que toda e qualquer informação que lhes chegue acerca de Obama, por muito contraditória que seja com os seus argumentos até hoje, será lida à luz dessa ideia que eles construíram acerca do novo Presidente dos EUA: tudo o que ele fizer, mesmo que seja o contrário do que esperavam dele, lhes confirmará que Obama é extraordinário. Como o membro do casal que, vendo que o casamento deu para o torto, se recusa a ver a realidade, alguns dos apoiantes de Obama continuarão a ver nele o quadro que imaginaram ao longo destes meses, independentemente da realidade.

Posted by Bruno at 10:00 PM

novembro 07, 2008

O Silêncio do Governo

O Governo passou o dia a fugir aos pedidos de esclarecimento dos jornalistas a propósito de umas críticas feitas pelo lobby das farmácias. À noite, na TVI, enquanto João Cordeiro foi ao Jornal Nacional fazer o seu tempo de antena, o Secretário de Estado da Saúde preferiu ficar em casa, apesar do convite para dar a sua versão da história. Um país que viveu obcecado com o "suposto" silêncio da dra. Ferreira Leite não parece estranhar este estranho silêncio do Governo, para o qual só vejo duas explicações possíveis: ou acham que as críticas de João Cordeiro não fazem qualquer mossa, ou não têm resposta para lhe dar.

Posted by Bruno at 11:37 PM

novembro 06, 2008

A Outra Eleição

No meio de tanta excitação em torno das eleições americanas, esqueceu-se que esta noite, no Reino Unido, há uma eleição intercalar que, caso o Labour venha ser derrotado, pode criar (ainda) mais problemas a Gordon Brown.

Posted by Bruno at 11:11 PM

A Ler

Sobre a vitória de Obama, o artigo de Daniel Finkelstein "Four reasons why America went for Obama".

Posted by Bruno at 10:25 PM

novembro 05, 2008

Sócrates e os "Momentos"

A propósito das críticas a Vitor Constâncio e à sua acção (ou ausência dela) no "caso BPN", José Sócrates disse hoje que "há momentos em que temos de escolher entre o regulador e o infractor, e este é o momento para apoiarmos o regulador". Ficamos a saber que, para o primeiro-Ministro, há outros "momentos" em que será "para apoiarmos" o infractor.

Posted by Bruno at 11:54 PM

novembro 04, 2008

America Votes

america votes.jpg

A partir das 22h30, estarei no Insurgente, a acompanhar as eleições americanas pela madrugada fora.

Posted by Bruno at 07:12 PM

novembro 03, 2008

O PSD e a "Nacionalização" do BPN (publicado no Insurgente)

Confrontado com os prejuízos do BPN na ordem dos 700 milhões euros, o Governo decidiu "nacionalizar" o capital do banco, devido a, nas palavras do Ministro das Finanças Teixeira dos Santos, "uma situação “excepcional”, “delicada” e “anómala” vivida pela instituição bancária", que a conduziu a uma situação de "pré-falência", que poderia trazer uma maior instabilidade ao sistema financeiro português. Ao mesmo tempo, o Governo anunciou também que vai injectar cerca de quatro mil milhões de euros no sistema bancário português «através de acções preferenciais» para reforçar a solidez financeira das instituições.

Ao longo dos próximos dias, assistiremos muito provavelmente a uma intensa discussão acerca dos méritos ou deméritos de ambas as medidas. O CDS, por exemplo, já veio acusar o Banco de Portugal de ter falhado, no caso dos negócios do BPN em Cabo Verde, na sua tarefa supervisora, e o BE não demorou muito tempo para pedir ao Governo que intervenha directamente na política remuneratória dos bancos. O PCP, por sua vez, manifestou a sua reacção positiva à entrada do estado em "posições importantes em áreas estratégicas da economia, visando o seu relançamento e o apoio ao aparelho produtivo e à produção nacional". É um debate ao qual o PSD não se deve juntar. Pois aquilo em que o PSD deve concentrar as suas atenções não é em encontrar uma alternativa ao que o PS faz hoje, mas em preparar uma política alternativa para pôr em prática partir de 2009. Tudo o que o PSD diga que faria diferente do PS hoje seria irrelevante (pois o PSD não pode pôr essa alternativa em prática), e o que realmente interessa é perceber que consequências futuras terá a política governamental, e o que é que terá de ser feito em virtude disso.

Um Estado português já muito endividado optou por injectar dinheiro no sistema bancário, para evitar males maiores. Ou seja, para evitar males maiores, agravou um mal de que já padecia, pois esse dinheiro tem que vir de algum lado, e como, ao que consta, a produção de riqueza não aumentou em Portugal, ele só pode vir de endividamento público, que terá de ser pago pelo contribuinte mais tarde ou mais cedo. Esta dívida ou será paga com subidas de impostos intoleráveis para uma população que já entrega metade do seu rendimento ao Estado, ou com dinheiro que “cresça nas árvores” (mas que irá valer cada vez menos), ou seja, ou perderemos qualidade de vida por sermos sobrecarregados com impostos ainda mais elevados, ou por termos de lidar com a inflação a que uma expansão monetária nos condenaria. A alternativa a estes dois tristes cenários é apenas uma: enfrentar a realidade da insustentabilidade do nosso querido “modelo social europeu”, eliminando os sorvedores de dinheiros públicos que põem em causa o nosso futuro.

Este foi o caminho (timidamente) escolhido pela Suécia quando, nos anos 90, interveio de uma forma semelhante no seu sistema bancário para responder a uma crise financeira. A despesa pública subiu de forma acentuadíssima após a resposta à crise, tal como o défice público. Assim, a única forma de manter a economia sueca competitiva passou pela aplicação de cortes na despesa pública e por reformas dos serviços sociais como a saúde e a educação, progressivamente privatizados. Até a Segurança Social foi alterada, deixando de funcionar como um sistema de "pay as you go", passando a prever que cada pessoa fosse detentora de um fundo de pensão individual cujo fornecedor pode escolher livremente.

É isto que o PSD deve discutir. Não se Vitor Constâncio e o Banco de Portugal cumpriram a sua função reguladora, ou se a "nacionalização" do BPN foi boa, ou se se deveria injectar ou não dinheiro no sistema bancário. O que o PSD deve explicar aos portugueses é algo de muito diferente: uma vez tomadas estas medidas, que implicações têm elas para o futuro do país e que medidas terão de ser introduzidas no futuro para que Portugal consiga tornar-se mais competitivo. Até porque estas medidas oferecem ao PSD uma oportunidade para conseguir convencer os portugueses a aceitarem reformas que muitos deles não estariam dispostos a aceitar.

Nos últimos anos, os portugueses têm estado a agarrar-se aos últimos tostões que vão mantendo: estão até dispostos a pagar mais impostos, desde que possam manter o seu acesso (falsamente) gratuito aos (medíocres) serviços de saúde e de educação, bem como as (mais magras que eu) pensões estatais que só recebem à custa do empobrecimento dos mais novos (que nunca terão acesso a algo de semelhante). É como se estivessem todos num barco a afundar, mas no qual se preferem manter pois, ao menos, a cabeça está seca: só aceitarão abandoná-lo quando ele for mesmo ao fundo.

Ora, aquilo a que estamos a assistir, longe de ser o fim do "capitalismo" ou da "globalização", é precisamente ao inundar do barco de um "modelo social europeu" que está prestes a ir ao fundo: as medidas que os Estados europeus tiveram de tomar para responder à crise financeira ou casos como o do BPN estão a agravar os seus já graves problemas de endividamento, que se traduzirão no empobrecimento generalizado das populações, caso esse "modelo social" não venha a ser reformado. Se os portugueses perceberem isto, estarão muito mais abertos a aceitar reformas que, podendo ter custos (que terão certamente), serão a melhor forma que temos de fugir a um ciclo vicioso de empobrecimento e estagnação que nos tornará ainda mais dependentes do pouco que o Estado nos dá, o que por sua vez nos tornará ainda mais pobres e ainda mais dependentes, e assim sucessivamente.

O que o PSD precisa de explicar aos portugueses é precisamente isto: as medidas que o PS introduziu obrigam a reformas muito mais profundas do que os "remendos" que têm sido aplicados nos últimos anos, sob pena de nos tornarmos cada vez mais pobres e atrasados. O PSD tem de explicar aos portugueses que, longe de serem "sacrifícios" impostos pela "Europa", estas reformas, por muito difíceis que sejam, serão a melhor oportunidade para tornar o país mais competitivo e melhorar as nossas vidas. A crise financeira, e a resposta que o Governo lhe deu, oferecem ao PSD a melhor oportunidade que o partido terá de vir a ser ouvido.

Posted by Bruno at 12:00 AM

novembro 01, 2008

A Ver










No Fora.tv, Niall Ferguson fala sobre a crise financeira e o seu impacto político e geopolítico.

Posted by Bruno at 11:52 PM