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março 31, 2008
No Insurgente
Escrevo acerca de como Sócrates ainda se via arrepender de ter descido o IVA a semana passada.
Posted by Bruno at 07:30 PM
março 29, 2008
A Entrevista De Pedro Passos Coelho
Acabei de assistir à entrevista de Pedro Passos Coelho. Devo dizer que não tenho a melhor das impressões acerca do homem. Ter sido ex-líder da JSD é suficiente para me alimentar uma séride suspeitas e temores. Mas a verdade é que ao Diga Lá Excelência, Passos Coelho disse uma série de coisas que o PSD deveria andar a dizer aos portugueses. Independentemente do meu preconceito em relação ao ex-jota, uma coisa é certa: ter Passos Coelho na liderança do PSD seria certamente melhor do que ter Luís Filipe Menezes.
Posted by Bruno at 10:47 PM
março 27, 2008
Quase A Acabar De Ver

Posted by Bruno at 10:34 PM
março 26, 2008
Areia Para Os Olhos
Se dúvidas houvesse de que o Governo norteia a sua acção única e exclusivamente pelo horizonte das eleições legislativas de 2009, o anúncio de uma descida de 1% do IVA para daqui a uns meses vem certamente dissipá-las. Depois de o Governo (e o sempre prestável Vitor Constâncio) repetir incessantemente que uma descida de impostos na actual situação das finanças públicas seria uma "irresponsabilidade", Sócrates vem fazer aquilo que condenou. A razão, claro, é a campanha eleitoral que Sócrates tem vindo a conduzir desde o dia em que foi eleito. O anúncio desta descida para daqui a vários meses permite ao Primeiro-Ministro viver durante um largo período a "fazer render o peixe" deste anúncio, até ao dia em que uma qualquer outra medida propagandística seja lançada nas televisões. E é precisamente isso, uma medida propagandística, que a descida do IVA representa: sem ter a despesa pública controlada, a descida do IVA é precisamente aquilo que Vitor Constâncio disse que era, uma "irresponsabilidade". Em segundo lugar, é praticamente insignificante. O que o país precisa não é de um retoque na imensa carga fiscal que alimenta um gigantesco monstro de desperdício estatal, mas sim de uma reavaliação do que é que deve caber ao Estado, e qual a carga fiscal necessária para financiar essas áreas de intervenção estatal, tendo sempre em conta que o actual modelo do "Estado Social" está falido a longo prazo e condena os portugueses ao empoborcimento relativo. Anunciar pequenas descidas do IVA e falar do "fim da crise orçamental" é atirar areia para os olhos dos portugueses, para em 2009 eles votarem sem olharem para o que estão a fazer.
Posted by Bruno at 08:11 PM
março 25, 2008
Obama, Um Político Como os Outros
Há dias, escrevi que a reacção de Barack obama à polémcia em torno das declarações do seu apoiante e amigo Reverendo Wright mostravam como ele não passava de um político no sentido mais depreciativo que se pode atribuir à palavra, um homem que não hesita em mentir, manipular e iludir para ganhar uma eleição. Aparentemente, Christopher Hitchens pensa o mesmo:
"the astonishing thing is that it's at least 11 months since he himself has known precisely the same thing. "If Barack gets past the primary," said the Rev. Jeremiah Wright to the New York Times in April of last year, "he might have to publicly distance himself from me. I said it to Barack personally, and he said yeah, that might have to happen." Pause just for a moment, if only to admire the sheer calculating self-confidence of this. Sen. Obama has long known perfectly well, in other words, that he'd one day have to put some daylight between himself and a bigmouth Farrakhan fan. But he felt he needed his South Side Chicago "base" in the meantime. So he coldly decided to double-cross that bridge when he came to it. And now we are all supposed to marvel at the silky success of the maneuver.
You often hear it said, of some political or other opportunist, that he would sell his own grandmother if it would suit his interests. But you seldom, if ever, see this notorious transaction actually being performed, which is why I am slightly surprised that Obama got away with it so easily. (Yet why do I say I am surprised? He still gets away with absolutely everything.)" [para perceber a referência desta última passagem vale a pena ler este post de Daniel Finkelstein]
And what a shame. I assume you all have your copies of The Audacity of Hope in paperback breviary form. If you turn to the chapter entitled "Faith," beginning on Page 195, and read as far as Page 208, I think that even if you don't concur with my reading, you may suspect that I am onto something. In these pages, Sen. Obama is telling us that he doesn't really have any profound religious belief, but that in his early Chicago days he felt he needed to acquire some spiritual "street cred."
(...)To have accepted Obama's smooth apologetics is to have lowered one's own pre-existing standards for what might constitute a post-racial or a post-racist future. It is to have put that quite sober and realistic hope, meanwhile, into untrustworthy and unscrupulous hands. And it is to have done this, furthermore, in the service of blind faith. Mark my words: This disappointment is only the first of many that are still to come.
Posted by Bruno at 10:07 PM
março 24, 2008
O PSD E Os Eleitores
Marcelo Rebelo de Sousa, ilustre comentador da RTP, foi dar uma lição de história do PSD a alguns militantes do partido, e terá afirmado que, para voltar a ganhar eleições, o partido deveria, por falta de "espaço para crescer à direita", "virar o seu discurso" para o "centro-esquerda". Para o comum político português (e Marcelo talvez seja o melhor exemplar da espécie), tudo é simples: o "eleitorado" é uma entidade coerente, dividida em espaços muito bem arrumados (a "direita", a "esquerda", e dois "centros" ligeiramente inclinados). Estes "espaços" não são, para Marcelo e seus discípulos, uma mera abstracção, mas algo de muito real: há eleitores de "direita", de "centro-direita", de "centro-esquerda" e "esquerda", todos muito bem definidos. Aos partidos resta apelar a estes campos de acção rígidos conforme a conjuntura dita: em determinadas alturas, conforme houver mais "espaço", PS e PSD deverão dirigir-se mais para o "centro-esquerda" ou para o "centro-direita". É o eleitorado que manda, e como se estivessem a vender sabonetes, os partidos dão ao cliente o que ele quer. São conduzidos pela opinião pública, ou pelo que os seus consultores lhes dizem ser a "opinião pública" (não é em vão que Cunha Vaz é o verdadeiro líder do PSD).
Mas, ao contrário do que Marcelo (e Sócrátes, e Menezes, e Portas) possa pensar, as coisas não são assim tão simples. Longe de terem opiniões muito bem definidas, muitos eleitores limitam-se a alterar a sua orientação de voto de acordo com a personalidade ou o partido que lhes inspira mais confiança, seja por que razão for. É verdade que tenderão a ter algumas opiniões que se poderão considerar de "centro-esquerda" (acham que o Estado deve ter um papel interventor na sociedade), mas apenas porque essa é a cultura política dominante. Como estão abertos a serem convencidos, é possível (como foi com Sá Carneiro e Cavaco) captar a sua confiança com um programa alternativo.
Claro que o caminho de vendedor de sabonetes é mais fácil. Mas só aparentemente. Como, ao contrário da tese marcelista, o eleitorado não tem opiniões muito bem definidas, ele não se sente particularmente reconfortado ao ver os líderes partidários dizerem-lhe o que ele supostamente quer ouvir: ao fim de algum tempo, esses eleitores voláteis começam a achar que "eles" dizem "todos o mesmo", ou "o que for preciso para chegarem ao poleiro". Passam, assim, a desconfirar dos políticos, de todos os políticos, e portanto, a não votar em ninguém. Os partidos, ao seguirem este caminho, apenas conseguem ficar dependentes das suas clientelas. Isto é particularmente penoso para o PSD. Marcelo acha que o PSD voltará ao governo se apresentar um discurso que siga a cultura política dominante (o tal "centro-esquerda" de que ele falou). Mas se o PSD o fizer, apenas estará a contribuir para a abstenção eleitoral de uma série de pessoas que, embora sem opiniões políticas muito bem definidas (de certa maneira, precisamente por isso), tenderão a seguir essa cultura política dominante, mas determinam a sua orientação de voto a partir de critérios que nada tem a ver com o programa político apresentado. Ao "virar-se" para o "centro-esquerda", o PSD alienará o eleitorado volátil que desconfia das "viragens" constantes dos partidos, e tornar-se-à dependente das suas clientelas, predominantemente autárquicas e a quem pouco interessa o poder nacional. Vender os sabonetes que o dr. Cunha Vaz diz serem desejados pelos eleitores apenas condenará o PSD à irrelevância nacional.
O que pode o PSD fazer, então? Em primeiro lugar, terá de abandonar a atitude marcelista em relação à política: deverá perceber que os eleitores, ou melhor, a parte volátil do eleitorado que decide as eleições, está à esperar de ser convencida, e que portanto, seguir o caminho "eleitoralista" apenas conquistará a sua desconfiança. A partir daí, uma vez conscientes de que de nada lhes serve seguir os "estudos de mercado" de Cunha Vaz, os responsáveis do PSD deverão olhar para o país: já que nenhum marketing será um passe de mágica que garanta a vitória, a única forma de elaborar um programa eleitoral é o de perceber quais são os problemas do país e qual a forma de os solucionar. Na conjuntura actual, isso significa um programa liberal, que mude por completo a forma como o Estado se relaciona com os cidadãos. Em terceiro lugar, restará apresentar esse programa aos eleitores, de uma forma que permita ganhar a sua confiança, o que hoje em dia, passa por mostrar que o PSD não é um partido "como os outros". Aqui, o programa liberal até seria uma ajuda: serviria para apresentar o PSD como o proponente de uma ruptura, como o foi nos tempos de Sá Carneiro e Cavaco.
No fundo, o PSD deverá seguir o caminho que propus recentemente na Atlântico: adoptar um programa liberal e perguntar aos que não são liberais se será “justo”, por exemplo, que a classe média seja sufocada por impostos que a impedem de suportar encargos com os seus pais já reformados, obrigando assim o Estado a ocupar o seu lugar e, dessa forma, retirar a uma população activa cada vez mais diminuta uma parte cada vez maior do seu rendimento, para dar a um crescente número de seus dependentes um rendimento cada vez mais escasso? Será “justo” que uma parte cada vez maior da sociedade faça descontos para um sistema de pensões do qual sabe nunca poder vir a beneficiar? Será “justo” que, sob a ilusão de um SNS “tendencialmente gratuito”, se aumentem os custos individuais com o recurso a esse mesmo SNS? Será “justo” que, devido ao espartilho legislativo que sufoca o mercado de arrendamento, os jovens sejam praticamente obrigados a comprar uma casa e a contrair o endividamento eterno que a acompanha?
Deverá depois convencê-los de que é mais “justo” deixar o mercado funcionar, e “amparar” a queda dos que não tiverem a sorte ou a capacidade de serem bem sucedidos, do que, como no mercado da habitação, o Estado acabar por criar problemas mais graves do que aqueles que, com a sua intervenção, pretende resolver. De que é mais “justo” que sejam os doentes (e idealmente apenas os que não tiverem recursos suficientes para o fazer por si próprios) a serem financiados, em vez dos hospitais, de forma a que estes últimos deixem de depender do Ministério da Saúde e respondam às necessidades dos que a eles recorrem. De que é mais “justo” que os indivíduos tenham a liberdade de escolher a quem entregam as suas pensões, do que ficarem presos a um sistema condenado à falência. No fundo, de que uma sociedade mais livre será uma sociedade mais “justa”.
Acima de tudo, o PSD tem de tratar os eleitores como adultos inteligentes (mesmo que alguns não o sejam): não dar às "criancinhas" o que pensam que elas querem, mas envolvê-los, como cidadãos que são, num debate político que coloque à sua disposição uma escolha acerca do que eles querem para o seu país e para sua vida. Escrevi aquele artigo para a Atlântico em Setembro passado, antes das eleições directas. Depois, como se sabe, Menezes ganhou, e o "caminho" escolhido foi outro. Passe a imodéstia, nada me fez mudar de opinião quanto à necessidade do PSD seguir aquilo que propus. E à medida que o tempo vai passando, cada vez me parece mais urgente que o PSD o perceba.
Posted by Bruno at 07:44 PM
março 22, 2008
O Verdadeiro Problema Das Armas de Destruição Massiva
Com o aniversário da intervenção norte-americana no Iraque, não faltou quem aproveitasse a oportunidade de repetir a lenga-lenga do costume, e acusar "esse Bush" de ter "feito uma guerra" fundada "na mentira": como não foram encontradas armas de destruição massiva no Iraque, encontram logo uma prova de que Bush e os outros participantes na "Cimeira da Vergonha" mentiram deliberadamente quando as invocaram como fundamento da acção militar. Os críticos da intervenção americana têm razão numa coisa: o facto das armas não terem sido encontradas é um problema. Mas não percebem onde ele reside.
Desde o fim da primeira guerra do Golfo que eram conhecidos os programas de desenvolvimento de WMD's. Durante anos, várias resoluções da ONU forçavam o Iraque a mostrar que estas haviam sido destruídas. Essas provas nunca foram dadas. A última resolução aprovada nesse sentido, a famosa 1441, obrigava o Iraque a colaborar imediata e incondicionalmente com as inspecções do senhor Blix. O relatório deste afirmou que essa colaboração imediata e incondicional não tinha existido, e que não tinham sido entregues as provas suficientes. Foi devido ao incumprimento dessa obrigação que os EUA e os seus aliados intervieram militarmente no Iraque. E após essa intervenção, não foram descobertas quaisquer armas. Ou seja, todos sabem que elas existiram, ninguém sabe o que lhes aconteceu (pois não foram encontradas, mas também não há qualquer prova da sua destruição).
O que é que falhou? Terão as armas sido vendidas a outro país ou a um grupo terrorista? Ou já tinham sido efectivamente destruídas, mas Saddam, para alimentar a ilusão de que tinha mais poder do que aquele deque realmente dispunha, arriscou fingir que essas armas ainda estavam na sua posse? Se o primeiro caso for verdadeiro, a ameaça continua a existir, e todos os países ocidentais continuam vulneráveis a ela. Se o segundo caso se verificar, ficamos a saber que os serviços secretos dos países ocidentais foram incapazes de avaliar a dimensão real do perigo posto pelo Iraque (com armas ou sem armas, era perigoso na mesma). Mas, seja qual for o caso verdadeiro, uma coisa é certa: continuamos sem saber o que aconteceu às armas de destruição massiva que todos sabemos terem sido desenvolvidas pelo Iraque no passado. Esse, e não a "mentira", é o verdadeiro problema.
Posted by Bruno at 10:42 PM
março 21, 2008
I Hate The Smell Of Spring In The Morning. It Smells Like... Asthma

A revista Time Out desta semana "celebra" a chegada da Primavera e propõe aos leitores "20 grandes ideias para a melhor estação do ano". Uma coisa vos posso garantir: a pessoa responsável por aquele título não sofre de asma.
Posted by Bruno at 10:45 PM
março 20, 2008
No Correio

Posted by Bruno at 10:18 PM
março 19, 2008
5 Anos da Guerra do Iraque
"I would nonetheless maintain that this incompetence doesn't condemn the enterprise wholesale. A much-wanted war criminal was put on public trial. The Kurdish and Shiite majority was rescued from the ever-present threat of a renewed genocide. A huge, hideous military and party apparatus, directed at internal repression and external aggression was (perhaps overhastily) dismantled. The largest wetlands in the region, habitat of the historic Marsh Arabs, have been largely recuperated. Huge fresh oilfields have been found, including in formerly oil free Sunni provinces, and some important initial investment in them made. Elections have been held, and the outline of a federal system has been proposed as the only alternative to a) a sectarian despotism and b) a sectarian partition and fragmentation. Not unimportantly, a battlefield defeat has been inflicted on al-Qaida and its surrogates, who (not without some Baathist collaboration) had hoped to constitute the successor regime in a failed state and an imploded society. Further afield, a perfectly defensible case can be made that the Syrian Baathists would not have evacuated Lebanon, nor would the Qaddafi gang have turned over Libya's (much higher than anticipated) stock of WMD if not for the ripple effect of the removal of the region's keystone dictatorship.
None of these positive developments took place without a good deal of bungling and cruelty and unintended consequences of their own. I don't know of a satisfactory way of evaluating one against the other any more than I quite know how to balance the disgrace of Abu Ghraib, say, against the digging up of Saddam's immense network of mass graves. There is, however, one position that nobody can honestly hold but that many people try their best to hold. And that is what I call the Bishop Berkeley theory of Iraq, whereby if a country collapses and succumbs to trauma, and it's not our immediate fault or direct responsibility, then it doesn't count, and we are not involved. Nonetheless, the very thing that most repels people when they contemplate Iraq, which is the chaos and misery and fragmentation (and the deliberate intensification and augmentation of all this by the jihadists), invites the inescapable question: What would post-Saddam Iraq have looked like without a coalition presence?
The past years have seen us both shamed and threatened by the implications of the Berkeleyan attitude, from Burma to Rwanda to Darfur. Had we decided to attempt the right thing in those cases (you will notice that I say "attempt" rather than "do," which cannot be known in advance), we could as glibly have been accused of embarking on "a war of choice." But the thing to remember about Iraq is that all or most choice had already been forfeited. We were already deeply involved in the life-and-death struggle of that country, and March 2003 happens to mark the only time that we ever decided to intervene, after a protracted and open public debate, on the right side and for the right reasons. This must, and still does, count for something."
Christopher Hitchens a dizer tudo o que há para dizer acerca de se terá valido a pena ou não a intervenção aliada no Iraque.
Posted by Bruno at 09:54 PM
março 18, 2008
"He'd Rather Live In Shit Than To Be Seen To Work A Shovel"

Barack Obama, candidato a candidato Democrata às presidenciais americanas deste ano, tem enfrentado alguns problemas devido a um discurso de um seu apoiante e amigo, que fez declarações pouco sensatas acerca de Israel e dos próprios EUA, abordando a "questão racial" de uma forma ligeiramante mais violenta que aquela que o "moço fofo" da opinião pública europeia gostaria. Obama tentou hoje, com mais um dos seus famosos discursos, dar a volta à questão, mas como bem nota Douglas Murray, é difícil não ficar com a ideia de que Obama ou mentiu acerca dos seus hábitos religiosos ou acerca do seu conhecimento das opiniões do seu amigo de longa data. Mais importante que isso, a forma como reagiu inicialmente à questão mostra como Obama dificilmente poderá trazer consigo a "mudança" que tanta gente parece esperar dele: instado a comentar as ditas declarações, Obama afirmou "não aprovar declarações divisivas". Mas o homem não está a concorrer numa eleição? Não está a competir contra outros candidatos? O simples facto de ele se candidatar é "divisivo". O simples facto de ele se candidatar significa estar a ir contra aqueles que acham que Hillary Clinton ou John McCain seriam melhores Presidentes. Qualquer intervenção de Obama é, pela natureza do contexto em que é feita, "divisiva". Ele apenas se aproveita da ingenuidade de (parte) do eleitorado para manipular as pessoas e vender-lhes a ilusão de que a política não implica confronto, escolhas difíceis que deixarão, forçosamente, muita gente descontente. Ele prefere iludir as pessoas que nele confiam a correr o risco de não ser eleito por uma parte delas eventualmente vir a discordar dele. Como se diz num episódio de The Wire, "he'd rather live in shit than to be seen to work a shovel". Longe de ser o político "inexperiente" mais ainda não "contaminado" pelos "vícios" do "sistema", Obama é um exemplo do pior que "Washington" (ou "Lisboa", ou "Paris", etc.) tem para oferecer: um "político" no sentido mais depreciativo que se pode atribuir à palavra, um homem que não hesita em mentir, manipular e iludir para ganhar uma eleição.
Posted by Bruno at 10:47 PM
março 17, 2008
A Verdadeira Questão
A propósito da polémica em torno da posição do Partido Conservador relativamente a uma eventual descida de impostos se e quando chegar ao Governo, Andrew Lilico escreve um texto que os políticos portugueses deveriam ler com atenção:
"Why must we make any promises about taxes for many years ahead? Why are we talking about the matter in these terms at all? What we should be talking about is what we want the state to do and what not to do, how we want to change what the state does and how it does it, and from there having an indication as to the spending implications. Taxes are a residual of our policies, not the policies themselves."
Posted by Bruno at 08:09 PM
março 15, 2008
Os Vários PSD
No seu Portugal Contemporâneo, o meu caro colega insurgente Rui Albuquerque escreve sobre a conflitualidade interna do PSD, partindo da ideia de que existem, para além da entidade mais ou menos independente que é o PSD/Madeira, dois PSD's irreconciliáveis entre si: o das "elites" e o dos "populistas". Embora me pareça que é cada vez mais notória a fractura interna no seio do partido, não me parece que o Rui esteja certo na divisão que faz: mais do que em "elitistas" e "populistas", há (desde, pelo menos, 1976) uma divisão entre aqueles que querem um corte com "o que está", e uma "ala" mais conciliadora, que quer competir com o PS pelos lugares do poder mas não ser uma alternativa as políticas dos socialistas, e que por isso mesmo, até nem rejeita a partilha desse mesmo poder. Sá Carneiro, que o Rui classifica de "o primeiro populista", fez do seu projecto um projecto de ruptura, enquanto o "populista" de hoje, Menezes, estava na altura contra ele e do lado do suposto chefe da "elite" de então, Mota Pinto, e hoje, mais não quer do que uma confortável conservação da base de poder autárquica que o PSD goza. Mais, Menezes atribui prioridade à alteração de regras de funcionamento interno que lhe permitam a sua eternização no poder no partido, em detrimento da oposição ao Governo (como se viu pela urgência com quis ver aprovadas essas mesmas alterações, no fim-de-semana em que o Governo era alvo de uma gigantesca manifestação de protesto). Se, de facto, existem esses dois PSD's, eles dividem-se em um PSD "nacional" que, com mais ou menos razão, procura ser uma alternativa ao PS, e um PSD autárquico, caciquista, que tem como objectivo a conservação das bases de poder locais e os empregos que estas garantem aos fiéis. Esta sim é a verdadeira divisão no seio do PSD. E "elitistas" e "populistas" encontram-se de ambos os lados.
Posted by Bruno at 09:30 PM
março 14, 2008
Menezes e a Oposição Interna
Foi curioso que ontem, na sua entrevista a Judite de Sousa (que por duas vezes, não conseguiu conter o riso provocado pelas baboseiras do líder do PSD), Menezes tenha procurado defender-se dos seus críticos no interior do partido, evocado a luta de Sá Carneiro contra os "Inadiáveis", quando, segundo o que tem escrito Rui Ramos nos jornais, o próprio Menezes andava por essa altura precisamente do lado destes, apoiando Mota Pinto e não aquele de cujo exemplo se socorre. Um bocadinho de vergonha naquela cara não lhe faria mal nenhum.
Posted by Bruno at 05:00 PM
março 13, 2008
A Ler
Pacheco Pereira sobre a mudança de símbolo do PSD.
Posted by Bruno at 07:27 PM
Há Uma Entidade Externa Que Não Lhe Ocorre
Parece que o dr. Menezes, nos intervalos da elaboração do novo símbolo do PSD e da instauração de processos a membros do seu partido, resolveu meter-se na confusão da avaliação dos professores, e propôs que esta fosse feita por uma "entidade externa" a ser escolhida por concurso público. Pena que não lhe tenha ocorrido que a única entidade externa que deveria ser necessária para avaliar professores e escolas seriam os pais dos alunos no momento em que decidem qual a escola onde matriculam os seus filhos (os pais até têm a vantagem de dispensar concursos públicos), e que tal avaliação só será realmente eficaz se os pais forem responsabilizados por essa escolha, ou seja, se forem a eles a decidir, não apenas para que escola deve ir o seu filho, mas que essa escola para onde o filho vai é uma escola cujos serviços valem o dinheiro que nela terá de ser gasto. Enquanto for o Estado a financiar as escolas, nenhuma "avaliação" será eficaz. E, como se vê pelos obstáculos criados aos intentos da Ministra, até é bem provável que nenhuma avaliação venha a ser feita. Como disse há dias, "qualquer tentativa de mudar o sistema estatista actual provoca a ira dos grupos de interesse que nele se mexem melhor que qualquer governante ou representante dos cidadãos", e portanto, "para mudar o estado das coisas é preciso puxar o tapete a esses grupos de interesse, mudando de sistema, abandonando de vez as vãs tentativas de remendar o que existe."
Posted by Bruno at 07:05 PM
março 12, 2008
O Que Diz Constâncio
O dr. Vitor Constâncio, governador do Banco de Portugal, veio ontem manifestar-se mais uma vez contra uma redução da carga fiscal sobre os contribuintes portugueses. Deixemos de lado a extraordinário ideia de que, por essa redução ir supostamente "aumentar a poupança", não teria efeitos positivos na economia nacional (Constâncio talvez fizesse bem em ler um bocadinho de Henry Hazlitt). Ao criticar a hipótese de uma redução de impostos por esta não ser "muito estimulante" para a economia, Constâncio está apenas a mostrar o carácter tecnocrático do seu pensamento, a sua tendência para ver a economia a partir do comando centralizado do Estado, sem perceber o impacto das políticas na vida das pessoas. Porque mesmo admitindo que esse aumento da poupança não "estimulasse" a economia, a redução de impostops tornaria a vida das pessoas mais simples. Uma redução dos impostos permitiria às pessoas disporem de uma parte mais ampla dos rendimentos do seu trabalho, em vez de viverem no sufoco a que a política fiscal de sucessivos Governos as condena. Isto deveria ser razão suficiente para Constâncio ser favorável a uma redução de impostos.
No entanto, o governador do Banco de Portugal tem razão numa coisa: reduzir os impostos agora seria "prematuro". Essa tem sido, aliás, a posição do Governo, e como de costume, Constâncio concorda. Mas longe de abonar a favor de Sócrates e do seu Ministro das Finanças, o facto de ser "prematuro" baixar os impostos é um sinal do falhanço do Governo. esse é o verdadeiro significado das declarações de Constâncio, mesmo que o próprio não se aperceba dele. Para Constâncio, essa redução seria "prematura" porque o Estado português está ainda a tentar cumprir o "objectivo exigente" do cumprimento do défice público, que seria posto em causa por um eventual corte dos impostos. Ora, se um corte de impostos implicaria uma derrapagem do défice, isso significa que, do lado da despesa (ao contrário do que a propaganda governamental gosta de proclamar), não se fez qualquer esforço para controlar o "monstro". Ao dizer que o Governo não pode cortar os impostos pois tal acabaria por pôr em causa o cumprimento do "objectivo exigente" do controlo do défice, Constâncio está dizer que o Governo falhou, pois foi incapaz de eliminar os factores estruturais que criaram esse défice. Está a dizer que o Governo falhou, pois dificulta a vida dos portugueses, ao retirar-lhes uma parte excessiva do seu rendimento, para dessa forma poder alimentar um aparelho estatal que não produz outra coisa que não desperdício. E pior do que isso, está a dizer que o Governo (e ele próprio) mente, ao dizer que está a fazer o necessário para controlar o défice. Não está. Está a piorar a vida dos portugueses, precisamente porque o aparelho estatal que cria o défice está fora de controlo.
Posted by Bruno at 07:59 PM
março 11, 2008
Menezes e a Destruição do PSD 2
A chamada de Rui Rio a "prestar declarações" ao Conselho de Jurisdição Nacional do partido, e os "agradecimentos" de Ribau Esteves aos "serviços prestados" por António Capucho ao partido depois deste ameaçar demitir-se em protesto com as novas regras de funcionamento interno do PSD, mostram bem o que eu queria dizer quando escrevi há dias que, ao querer avançar com essas mesmas regras, Menezes estava a destruir o PSD, dizendo "aos cada vez menos cidadãos que se interessam pelo seu partido que ele, para cimentar o seu poder interno, está disposto, não só a dar todos os meios mais obscuros a um grupinho de caciques sem quaisquer escrúpulos de a eles recorrerem, mas também a lançar o partido num combate fratricida, mesmo que sob pena de não conduzir a oposição ao governo", e que por isso mesmo Menezes precisa de ser rapidamente afastado, antes que faça um estrago ainda maior.
O problema é que estas novas regras tornam esse afastamento quase impossível. Menezes e os seus capangas passam a ter os meios de perpetuar o seu poder interno, e como se vê pela forma como Rio e Capucho são tratados (e isto é só o princípio), não descansarão enquanto não calarem todas as vozes que alertam para a asneirada que estão a fazer. Para azar deles, estão a lançar o PSD num caminho de acentuada descredibilização, que os condenará a um resultado pior que o de santana lopes nas últimas legislativas. Para azar dos portugueses em geral, será difícil afastá-los antes desse descalabro, e portanto Portugal continuará sem oposição até 2009, e terá de aguentar, nos anos seguintes, a continuação da política de empobrecimento dos portugueses. E pelo andar da carruagem, talvez nem esse descalabro venha a ser suficiente para afastar a Família menezista.
Posted by Bruno at 10:05 PM
março 10, 2008
O Futuro da Política Portuguesa
Os acontecimentos do último fim-de-semana são um pequeno sinal do que caracterizará a política portuguesa nos próximos tempos. A manifestação dos professores (com a quantidade de gente que nela participou), os protestos de Augusto Santos Silva contra as vaias de que foi alvo em Chaves (e a preparação da "contra-manifestação" do PS), e a conflitualidade interna no PSD (com Menezes e Santana regaindo às críticas com mais violência do que aquela com que os críticos os atacam) deixam antever uma significativa radicalização do debate político nos próximos tempos, sem que, ao mesmo tempo, haja entre as partes em confronto uma verdadeira diferenciação, sem que apareça uma verdadeira alternativa ao caminho proposto pelo Governo.
A manifestação dos professores, aliada a outras cenários de participação da "rua", mostra como o Governo se encontra num equilíbrio precário: a sua propaganda assentava na sua "coragem", "firmeza" e recusa em "recuar", mas, obcecado com os resultados eleitorais, está condenado a desiludir se recuar e a enfurecer se insistir. O recurso à "rua", principalmente depois do precedente do afastamento de Correia de Campos, torna-se assim apetecível, o que fará cada vez mais gente sair para a rua para protestar, sem no entanto ter esperança num caminho alternativo. No entanto, o "barulho" que fazem é suficiente para incomodar o Governo, como se viu pela histeria de Augusto Santos Silva, que na mesma semana em que a PSP andou (mais uma vez) a espiolhar manifestantes, teve o desplante de acusar uns quantos manifestantes de falta de democraticidade, só porque, desconhecedores das subtilezas da ciência política, cometeram o erro de o chamar de fascista, só porque ele não apreciador da liberdade de expressão. Apesar do seu ridículo, a intervenção de Santos Silva não é motivo de riso, mas sim um indicador de como o PS, à radicalização da "rua", responderá com a radicalização do seu próprio discurso, acusando a oposição de "esquerda" de querer fazer uma ditadura comunista em Portugal, e a oposição de "direita" (se é que ela vai aparecer) de querer "voltar ao 24 de Abril".
Enquanto isso, o maior partido da posição encarrega-se de se anular a si próprio. Menezes, preocupadíssimo em conservar o poder interno, não se incomoda com o estrago que faz à imagem do partido junto dos eleitores: ao querer apressar a votação das novas regras de funcionamento interno do partido, apesar da fortíssima contestação de vários opositores, Menezes apenas mostrou que a manutenção desse poder interno é a sua prioridade política, e que mais importante que fazer oposição ao PS, é anular os críticos internos. Diz assim aos cidadãos que dali não virá uma verdadeira alternativa, pois para Menezes parece haver coisas piores que um Governo PS. E quando Santana Lopes vem acusar esses críticos de estarem "em conluio" com o PS, nota-se um fenómeno semelhante ao de Santos Silva: uma radicalização da linguagem provocada por uma percepção de fragilidade à qual é impossível dar a volta. Ora, essa radicalização do confronto interno do PSD apenas dificultará a sua afirmação como líder da oposição, perpetuando a ausência de uma verdadeira alternativa ao PS, que por sua vez contribui para o sentimento de vazio dos portugueses, que os conduz à "rua", cada vez mais radicalizada mas sempre sem sentido, que por sua vez leva o PS a radicalizar o seu próprio discurso. O debate está entrar num ciclo vicioso de degradação progressiva, que combinará o pior dos dois mundos: teremos radicalização sem diferenciação, e homogeneidade sem estabilidade. A democracia ficará mais frágil, e nenhuma reforma que inverta o empobrecimento dos portugueses poderá ser promovida.
Posted by Bruno at 05:00 PM
março 08, 2008
O Significado Da Manifestação
A gigantesca manifestação de professores de hoje mostra, a quem quiser perceber, o estado a que chegou Portugal: qualquer tentativa de nmudar o sistema estatista actual provoca a ira dos grupos de interesse que nele se mexem melhor que qualquer governante ou representante dos cidadãos. Nas imagens do Marquês de Pombal e da Praça do Comércio, via-se apenas como para mudar o estado das coisas é preciso puxar o tapete a esses grupos de interesse, mudando de sistema, abandonando de vez as vãs tentativas de remendar o que existe.
Posted by Bruno at 09:59 PM
março 07, 2008
Menezes e a Destruição do PSD
Dez antigos secretários-gerais do PSD manifestam-se contra as propostas de alteração dos regulamentos do partido avançadas pela direcção, e Luís Filipe Menezes faz orelhas moucas. Não quer saber, e 48 horas depois de divulgar o conteúdo das ditas, vai submetê-las a votação, tornando assim inevitável uma ruptura entre a direcção e alguns "notáveis" do partido, num domínio em que um consenso mínimo é desejável: quanto o combate se centra nas regras, combate-se sem regras. Se prova fosse precisa, ela aqui está: Menezes está a condenar o PSD à destruição. Não é apenas o facto de tais propostas constituírem, em si, um retrocesso na transparência e democracia internas do PSD. Ao querer apressar a votação das suas propostas, Menezes está a dizer aos cada vez menos cidadãos que se interessam pelo seu partido que ele, para cimentar o seu poder interno, está disposto, não só a dar todos os meios mais obscursos a um grupinho de caciques sem quaisquer escrúpulos de a eles recorrerem, mas também a lançar o partido num combate fratricida, mesmo que sob pena de não conduzir a oposição ao governo. Ao apressar a votação das suas propostas, Menezes diz aos eleitores que o seu "poleiro" no PSD é mais importante que a apresentação de uma alternativa à política de empobrecimento progressivo do PS. Menezes disse há dias que o PSD não estava preparado para ser Governo. De facto não está. E com alguém que pensa e age como Menezes, nunca estará.
Posted by Bruno at 09:50 PM
março 06, 2008
Já Nas Bancas
A Atlântico deste mês, com as habituais colunas de André Azevedo Alves, Pedro Sette Câmara, Rui Ramos, João Miranda, Paulo Tunhas e João Pereira Coutinho, Pedro Picoito sobre o livro de Dawkins, Pedro Norton a defender Obama e João Marques de Almeida a defender McCain, Gabriel Mithá Ribeiro criticando o esvaziamento política e ideológico no debate em torno da Educação, Rodrigo Adão da Fonseca sobre a ausência de ideias no debate político, e finalmente, o muito badalado artigo de José Pedro Aguiar Branco criticando a falta de autentticidade do Governo e a incapacidade do PSD em oferecer uma alternativa credível. Este vosso rapaz escreve as parvoíces do costume.
Posted by Bruno at 10:27 PM
março 05, 2008
Por Uma Vez Na Vida, Menezes Está Certo. E Por Isso Mesmo Tem de Ser Afastado
Num momento de rara lucidez, Luis Filipe Menezes afirmou que Portugal enfrenta "um vazio complicado", em virtude de o PS "já não merecer ser Governo", e o PSD "ainda não o merecer". De facto, a descredibilização do Governo é notória, tal como é evidente a incapacidade de Menezes e do PSD conseguirem captar a confiança do crescente número de descontentes com a acção governamental. A ausência de um pensamento coerente, que permita ao PSD reconhecer, perante os portugueses, os erros do passado, e apresentar-lhes uma alternativa, uma verdadeira alternativa, à receita socialista para o empobrecimento progressivo dos cidadãos, faz com que nem a ruína da ilusão propagandística de Sócrates se traduza num realinhamento das preferências eleitorais num sentido favorável aos laranjas. E se Menezes tem raão na análise que faz ao momento do país e do partido que lidera, isso quer também dizer que o próprio Menezes tem de ser afastado, pois ele é, pela má oposição que faz, um responsável pelo "complicado vazio" português.
O problema é, no entanto, bem mais grave. Como o próprio Menezes também diz (embora como uma forma de se desculpar), o problema do PSD é "institucional". É que por muito desastroso que Menezes seja como líder laranja, ele não surgiu por acaso. Ele foi escolhido pelos militantes do PSD. Partido cujos responsáveis não hesitaram em, anteriormente, darem um encosto a Pedro Santana Lopes na sua subida ao poder, com os resultados que se conhecem. Partido que, depois disso, o voltou a acolher como se nada se tivesse passado, aparentemente sem ter a consciência de que esse era o caminho mais curto para os portugueses perderam a (pouca) confiança que ainda tivessem no PSD. Se quiser ganhar eleições, o PSD tem de se "lavar" do seu passado. É também por isso importante que Menezes saia o mais rapidamente possível da liderança do partido: não que isso seja suficiente para resolver os problemas do PSD, e de seguida, do país, mas porque essa "lavagem" do passado será penosa e demorada, e quanto mais cedo começar, mais rapidamente Portugal poderá ultrapassar o "complicado vazio" que o atormenta.
Posted by Bruno at 10:01 PM
março 04, 2008
Insurgente
Depois dos problemas que têm vindo a afectar o Insurgente, mudámos de servidor. Agora, e com uma cara nova, tudo deve voltar ao normal.
Posted by Bruno at 07:10 PM
Hillary e Obama
Hoje, no Texas e no Ohio, Hillary Clinton e Barack Obama participam numa ronda decisiva das primárias Democratas. No seu blog, Toby Harnden explica o que está em jogo.
Posted by Bruno at 07:04 PM
março 03, 2008
Um País Como Os Outros
Como seria de esperar, está a começar a histeria em torno da criminalidade. Já uma vez o escrevi: em Portugal, a criminalidade não faz habitualmente parte do debate político, mas surge ciclicamente em tempestades de demagogia tão apreciadas pelos nossos responsáveis políticos. Com os recentes casos de homicídios na "noite" do Porto e de Lisboa, em Loures, e em Oeiras, era inevitável que todos se apressassem a apresentar os seus diagnósticos e as suas soluções. Tão inevitável como, daqui a uns tempos, será o silêncio em torno de um problema que, desaparecendo dos telejornais, não desaparecerá das ruas. De facto, talvez fosse bom que os portugueses se fossem habituando à ideia de que não são um país de "brandos costumes", mas um país como os outros, e que como nos outros países, a criminalidade violenta faz parte da realidade, tanto mais quanto a "pequena" criminalidade for tolerada (o sentimento de impunidade propaga-se como um vírus). Em vez de, de tempos a tempos, os políticos e responsáveis virem falar do aumento do perigo, ou de como o Presidente da República, tentarem minimizar o problema, seria bom que os partidos avaliassem o que está a correr mal, e procurassem encontrar uma solução. A alternância da histeria com o adormecimento, como se vê, não trouxe bons resultados.
Posted by Bruno at 04:51 PM
março 02, 2008
A Ler
No nº 9 da Minguante, os textos dos meus amigos João Carlos Silva e Paulo Rodrigues Ferreira, que escreve também um pequeno livrinho.
Posted by Bruno at 06:45 PM